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ESTÁDIO CASTELÃO História Do Castelão – Memorial Boa Vista Abreu Com o crescimento da cidade e do estado, faltava um estádio de grande porte que pudesse confortar o numero cada vez maior de torcedores cearenses. Vivia-se então sob o Regime Militar, no qual os militares empreenderam uma serie de grandes obras para angariar a simpatia do povo. Foi nessa época que construi-se vários grandes estádios pelo país inteiro.Coube ao então Governador do Estado do Ceará Plácido Aderaldo Castelo dar início à construção de Estádio Olímpico em Fortaleza. Em 1968 foi criada a Federação de Assistência Desportiva do Estado do Ceará (Fadec), para coordenar os trabalhos. O Governador Plácido Castelo queria que o estádio fosse erguido no Bairro do Alagadiço, na zona oeste de Fortaleza. Altos custos para fazer as desapropriações inviabilizaram a idéia. Outras áreas da cidade foram estudadas nos Bairros do Pici e depois no Itaperi. Finalmente uma área de 25 hectares,Localizada no Bairro Boa Vista, que pertencia à Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, foi comprada por CR$ 400.000,00 – Quatrocentos Mil Cruzeiros. José Liberal de Castro, Gehard Ernst Borman, Reginaldo Mendes Rangel, Marcílio Dias de Luna e Ivan da Silva Britto foram os cinco arquitetos que assinaram o projeto. O Engenheiro Hugo Alcântara Mota foi o responsável pelo cálculo estrutural. Obras de Construção iniciada em 22 de Dezembro de 1969. Foi Pré-inaugurado em 11 de novembro de 1973 no Governo de César Cals Oliveira Filho. Concluido
em 9 de julho de 1980 data da abertura do x Comgresso
eucarístico
nacional com a presença de sua santidade João Paulo
II Governador Cel: Virgilio Távora,Secretario de Obras
Luiz Nogueira Marques,Secretario de Planejamento Luiz de Gonzaga
Fonseca
Mota,Sup.de Obras Egberto Machado Lopes. Quando da inauguração o estádio possuía somente dois lances de arquibancada.Os dois lados Que não possuía lances,lado direito ao portão principal o murro era de Cimento Armado,o lado esquerdo ao portão principal o murro era de Madeira. O Acesso ao Castelão pela av Alberto Craveiro só Tinha uma pista de rolagem,a quantidade de veículos foi tanta que as filas chegaram a rua Santa Paula Francinete. O ex-governador Plácido Castelo e o Governador César Cals recepcionaram autoridades do mundo político e esportivo, destacando-se o presidente da extinta CBD, Sílvio Pacheco, além do craque Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”. O Primeiro Gol Em 18 de Novembro de 1973 durante o jogo Ceará e Vitória da Bahia, aos 22 minutos do 2o tempo, Erandy Pereira Montenegro, artilheiro do Ceará, marca o primeiro gol no Castelão. O Maior Goleador "Geraldino Saravá", José Geraldo Olímpio de Souza, é até hoje o jogador que mais fez gols no Castelão. O recorde está estacionado em 98 gols marcados durante a década de 70, quando o jogador defendeu os times do Ceará, Fortaleza, Tiradentes e Ferroviário. Eventos Marcantes Em 9 de julho de 1980, é aberto em Fortaleza o X° Congresso Eucarístico Nacional. O Papa João Paulo II participa das celebrações do Congresso e o Estádio Castelão recebe o maior público da sua história: 120 mil fiéis. Nesta ocasião, durante o Governo Virgílio Távora, o Castelão passa por reformas, e as arquibancadas do setor inferior são concluídas. Outra celebração religiosa aconteceu em 13 de agosto de 1995. Nesta ocasião a missa de despedida do então arcebispo de Fortaleza dom Aloísio Lorscheider reúne 50 mil fiéis. Diversos shows artísticos são efetuados no grande estádio. Um dos mais marcantes aconteceu em 10 de Dezembro de 1996 quando Xuxa comandou a animação para milhares de crianças. Grandes Públicos: Os jogos internacionais, com a presença da Seleção Brasileira de Futebol, sempre proporcionaram a maior presença de público pagante. O estádio passou por diversas reformas sendo a mais recente em 2002, durante o Governo de Tasso Jereissati. Com esta reforma o Castelão incorporou conforto e segurança para os espectadores, enquadrando-se nas normas internacionais. A data foi festejada com um jogo da Seleção Brasileira de Futebol. A capacidade de público foi reduzida para 58.300 lugares, todos sentados, atendendo a determinações da FIFA - Federação Internacional de Futebol. Jogos da Seleção Brasileira de Futebol • 27 de Agosto de 1980 Brasil 1 x 0 Uruguai Árbitro: Luís Carlos Félix Técnico: Telê Santana Brasil: Carlos; Getúlio, Oscar, Luizinho, Júnior Batista e Pita (Paulo Isidoro); Tita, Renato e Sócrates (Baltazar); Zé Sérgio. Gol: Getúlio (Brasil). 10 de Maio de 1989 Brasil 4 x 1 Peru Árbitro: Espósito - Argentina Técnico: Sebastião Lazzaroni Brasil: Acácio; Jorginho, Marcelo (Mauro Galvão), André Cruz e Mazinho; Zé do Carmo (Cristóvão), Bismarck e Bobô (Zé Carlos); Bebeto, Charles (Vivinho) e Zinho (Edu Manga). Gols: Charles (2), Bebeto e Zé do Carmo (Brasil); C. Torres (Peru) . 26 de Fevereiro de 1992 Brasil 3 x 0 Estados Unidos Árbitro: Luiz Vilanova Técnico: Carlos Alberto Parreira Brasil: Carlos; Luís Carlos Winck (Cafu), Antônio Carlos, Ronaldão (Alexandre Torres) e Roberto Carlos; César Sampaio (Wilson Mano), Luís Henrique e Raí; Bebeto (Valdeir), Muller (Evair) e Elivélton. Gols: Raí (2) e Antônio Carlos (Brasil). João Paulo II Visita o Ceará(Castelão) * A Única Cidade que registrou o único incidente grave da viagem do Papa João Paulo II ao Brasil Foi Em Fortaleza * Fato Relato - a morte de 3 mulheres, quando uma multidão de 30 mil pessoas tentou invadir o estádio Castelão para assistir a uma celebração.Fato isolado,No dia seguinte um eletricista da coelce ao fazer a manutenção da iluminação extra p/o evento.morre eletricutado,por uma descaga eletrica em um poste local onde foi realizado a celebração campal. Relato :Dr. Giovani Carvalho Mendes, médico pediatra. Quando tinha 14 anos, na visita do Papa João Paulo II a Fortaleza, em 1980, tive a opurtunidade de ser curado por Deus por meio daquele santo homem. No dia de sua vinda ao grande estádio de futebol “Castelão” de Fortaleza, estava eu acometido de forte infeçção na garganta e amígdalas. Sentia febre, dores no corpo e muita dor na garganta. Mesmo assim, fui ver o Papa. Já naquela época (o Papa tinha apenas 02 anos de governo) e com aquela minha pouca idade, amava-o imensamente e tinha pela pessoa do Santo Padre grande veneração. Chegamos (eu e meus pais) ao Castelão por volta das 05:30 da madrugada. O Papa somente chegaria por volta das 11hs para o encontro com os participantes do Congresso Eucarístico que estava ocorrendo em Fortaleza naquela época. Estávamos nas arquibancadas. Apartir das 08:30 já sofríamos com o forte sol da capital do Ceará. Somente por volta das 11:30 que o Papa chegou. A alegria foi imensa. Chorava de emoção. No final do encontro com o Papa, por volta das 15hs, nos retirávamos do estádio quando de repente notei que NADA MAIS SENTIA no tocante à minha doença: sentia-me muito bem, disposto, sem dor na garganta, sem febre, estava simplesmente com total saúde! Esse fato marcou-me deveras, pois senti logo que Deus realizara essa graça em mim para confirmar minha fé na presença de Deus que acompanha a pessoa do Santo Padre. São João Paulo II, rogai por nós! Santo logo! Santo já!. Palavras de esperança: Em Belém, visitou a Colônia de Hansenianos de Marituba, onde proferiu palavras de conforto e esperança. Realizou missa campal e, no dia seguinte, dirigiu-se a Fortaleza, onde acontecia o X Congresso Eucarístico. Na abertura da reunião, o Papa rezou missa para mais de 1 milhão de fiéis que se aglomeravam na Esplanada do Castelão. Dirigiu seu discurso ao tema das migrações e afirmou que "a Igreja não se cansou nem se cansará jamais de proclamar os direitos fundamentais do homem". Em seguida, reuniu-se com 189 bispos, no Centro de Convenções Água Fria, enfatizando a necessidade da união da Igreja e de uma ação concreta para superar os problemas sociais. Os bispos afirmaram que o Papa deu apoio à CNBB e suas ações voltadas para o crescimento da evangelização no País. Em Fortaleza, uma tragédia. Três mulheres que foram ver João Paulo II, no estádio Castelão, morreram pisoteadas na porta de entrada. O papa mandou o secretário de estado do Vaticano, Agostino Casarolli, visitar as famílias das vítimas. Na missa campal, rezada na área externa do estádio, assistida por 800 mil fiéis, a multidão aplaudiu calorosamente as passagens da homilia em que foram abordadas questões sociais. A missa teve como tema A eucaristia e as migrações e continha uma oração para os retirantes, pedindo ''trabalho e justiça'' nas grandes cidades. O arcebispo de Fortaleza, à época, Dom Aloizio Lorscheider, da ala progressista, declarou, na época da visita, que a igreja deveria ser ''a voz do povo''. Em 1980, no Brasil, a mais longa viagem João Paulo II visitou 13 cidades em 12 dias A viagem de João Paulo II ao Brasil, em 1980, se constituiu na mais longa realizada por um papa até então. Foram 13 cidades visitadas e mais de 30 mil quilômetros percorridos. Brasília, Belo Horizonte, Rio, São Paulo, Curitiba, Salvador, Recife, Teresina e Manaus fizeram parte do roteiro, de 30 de junho a 11 de jullho, data do retorno a Roma. Ordenação de sacerdotes, missas e encontros com jovens, crianças, idosos, operários, imigrantes e representantes de outras religiões, além de visitas a colônias de hansenianos e presídios fizeram parte, entre outras atividades, do vasto programa nas cidades brasileiras. Em todas as cidades, multidões pararam as cidades para homenagear o pontífice. O presidente João Figueiredo cedeu seu avião para a longa jornada. Os temas das missas variavam, de acordo com as cidades visitadas. Em Belém, houve um contratempo. Na noite do dia 8 de junho, a comitiva do papa não parou na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará, onde os fiéis esperavam que a imagem da santa fosse abençoada. No dia seguinte, aclamado na Praça Frei Caetano Brandão, o papa benzeu e beijou a imagem.
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